“Para a maioria dos mortais férias significa sombra e água fresca. Mas para os rapazes do “CQC” – que deixaram a TV em janeiro e só voltam dia 2 de março – essa palavra tão doce é sinônimo de trabalho. Ou melhor, realização pessoal.

– Durante o ano viajo e ralo muito, aí acaba que os meus projetos vão ficando para escanteio. Nesse tempo de folga dá para organizar as ideias – conta Danilo Gentili, em cartaz desde a semana passada no teatro Leblon, com seu “Stand-up comedy”.

– O stand-up é de onde eu vim, mas durante o ano esse trabalho fica em segundo plano. Nas férias, vou à forra. Faço teatro com o maior prazer, ainda mais no Rio – diz o paulista, que fica com seu show na cidade até o fim de fevereiro, nos fins de semana.

No tempo de sobra, Danilo vai escrevendo seu sonhado livro infantil, quase todo pronto.

– Só estou esperando o telefonema de alguma editora interessada – avisa.

Rafael Cortez foi outro que juntou o útil ao agradável. Além dos mil projetos que o rodeiam, o comediante conseguiu um “bico” de DJ em Salvador, de onde falou com a Revista da TV.

– Foi ótimo, vim curtir uma praia e ainda descolei um trampo numa balada- brinca. Cortez lança este mês três audiolivros de Machado de Assis, prepara para março o relançamento de seu CD independente, idealiza uma peça para estrear ao lado do irmão, Leo Cortez, e estreou semana passada na stand-up comedy “A divina comédia”, em Curitiba, uma novidade na vida do ator e músico.

– Nunca tinha tentado esse formato, mas depois do “CQC” já dá para arriscar.

O estilo “comédia em pé”, aliás, é a ocupação principal dos rapazes. Todos eles arrumaram algum palco para destilarem as piadas elaboradas durante o fim de ano.

Marcelo Tas foi um dos únicos que conseguiu uma folguinha: dia 12 rumou com a família para a Turquia, mas logo que voltar, quinta-feira, já está escalado para dar uma força no espetáculo “Improvável”. O grupo, formado por quatro comediantes – entre eles Rafael Bastos, outro homem de preto do programa da Band -, conta com uma participação especial por apresentação, e Tas será o convidado da temporada paulistana, que começa em fevereiro.

– Eu faço o papel de uma espécie de mestre de cerimônias do grupo. O esquema dele é parecido com o “Z.E” aí do Rio, de Marcelo Adnet, e daquele gringo “Whose line is it anyway”. A plateia dá o tema e eles improvisam as cenas em cima – explica o comediante e jornalista.

Seguindo a onda dos colegas, Rafael Bastos, o Rafinha, também anda viajando com seu banquinho e microfone com o monólogo “A arte do insulto”. O show levou o jornalista e apresentador até Portugal.

– Em janeiro viajei com o show e continuo agendado para várias cidades. Em fevereiro volto com o grupo “Improvável”, onde sou parte do elenco fixo – explica o gaúcho, que também pode ser visto na série “Mothern”, no GNT, na pele de Marcelo, marido de uma das mães modernas do título. – A TV é o chamariz para nós conseguirmos realizar nossos projetos – resume.

FONTE: REVISTA DA TV

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