Marcelo Tas recebeu fãs em lançamento de livro em SP. Foto: Fernando Borges/Terra

O ator, jornalista, blogueiro do Terra e apresentador Marcelo Tas lançou na noite desta terça-feira (20), na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo, o livro É rindo que se aprende: Uma entrevista a Gilberto Dimenstein (Editora Papirus 7 Mares, 128 páginas), que tem como foco a vida escolar do âncora do programa CQC, da Band. Em meio a fãs ávidos por um autógrafo e pela chance de tirar uma foto ao seu lado, Tas afirmou que a obra virou “quase uma psicoterapia profissional” ao revelar aspectos de sua vida que nem mesmo ele havia se dado conta, como a influência da educação em sua trajetória.

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“O Gilberto (Dimenstein) foi muito feliz em arrancar umas coisas que eu não sabia sobre mim mesmo. O foco é justamente a vida escolar, nem tanto a vida pessoal. Mas surpreendeu o quanto a minha formação escolar tem a ver com o que eu faço. Foi uma ficha muito óbvia que caiu. Sou filho de dois professores e percebi o quanto a pedagogia está presente nos meus trabalhos. Às vezes de uma maneira bandeirosa, como com o Professor Tibúrcio, às vezes de uma maneira disfarçada, como com Ernesto Varella, o repórter que tenta explicar o Brasil. E às vezes de uma maneira formal, como é o caso do Telecurso, um projeto que me dediquei por 10 anos, com mais de 1,5 mil programas produzidos na Fundação Roberto Marinho”, explicou. “Então, para mim, o livro dele juntou várias pecinhas e me fez uma atuação no mundo da educação que realmente agora faz um outro sentindo pra mim. Fui juntando peças”, disse ele, que é filho de dois professores.

Com 2.111.629 seguidores no Twitter até a noite desta terça, o apresentador do CQC brincou que, ao contrário dos personagens clássicos que o transformaram em uma referência no mundo da televisão, o programa da Band tem a função de “deseducar”, e logo em seguida lembrou que o caráter provocativo da atração não deixa de ser “educativo”.

“O Brasil hoje tem muita necessidade de se indignar. Temos um quadro chamado Controle de Qualidade, feito com os nossos representantes em Brasília, que acho que é um quadro provocativo. Ele revela um pouco da ignorância que os nossos representantes têm em relação ao seu próprio trabalho, por exemplo. Então procuramos fazer também algum tipo de trabalho educativo ou ‘deseducativo’ no CQC“, afirmou, em tom bem-humorado.

“Teve gente que me achou bonito”
Sobre o assédio dos fãs, Tas fala com a tranquilidade de quem convive há muito tempo com a exposição gerada pela televisão. “Comecei a trabalhar na TV aos 23 anos. Estou com 51…são 28 anos. Então é bastante tempo. É claro que tem o assédio, mas já convivo com isso há muitos anos. É do futebol. É uma coisa que vem junto com o que a gente faz. Se você faz televisão, você tem uma exposição descontrolada. Tem gente que pensa que você é de um jeito… teve gente que me achou bonito aqui hoje, fazer o quê?”, brincou.

Na fila que parecia interminável, a administradora de empresas Ana Paula Andrade, 34, disse que “acompanha” Tas desde “os tempos do professor Tibúrcio” e que foi ao local atraída pela sua inteligência e bom humor. “Ele é carimástico, é tudo de bom”, derreteu-se. Logo atrás, ao lado da mãe, Aline Campos, a pequena Carolina Holz, 9, comprovou que a admiração pelo trabalho do apresentador atravessa gerações.

“Eu quero ver ele de perto. Assisto ao CQC e gosto de ver o CQ Teste, o Top Five. Eles são muito engraçados”, disse a pequena. Indagada se iria ler É rindo que se aprende: Uma entrevista a Gilberto Dimenstein, Carolina respondeu, sem pestanejar: “meu pai vai ler e depois me conta”.

A obra, que vem acompanhada de DVD, já está disponível nas livrarias a um preço médio de R$ 45. Em novembro de 2009, Tas lançou seu último livro antes do lançamento atual, Nunca antes na história deste país, baseado em frases do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

 

Fonte: Terra

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