Rafael Cortez é convidado do 'Provocações', da Tv Cultura, desta terça-feira (22). Foto: Divulgação

Convidado do Provocações, da TV Cultura, desta próxima terça-feira (22), Rafael Cortez declarou que as celebridades brasileiras são muito vazias.

“As celebridades hoje são tão efêmeras. Elas têm um papel de chegar, sorrir e sumir daqui a pouquíssimo. Dá um certo medo”, disse o comediante ao apresentador Antônio Abujamra. “Daqui a pouco pode ter um cara mais jovem, mais barato e mais bonito. Ninguém leva vantagem sendo celebridade. As celebridades são pessoas muito vazias”, continuou.

Além de comediante, o jornalista e repórter CQC, da TV Bandeirantes, também comparou a versão nacional com o original: “o argentino tem um tipo de humor mais ácido que o brasileiro, tanto que o CQC da Argentina é muito mais politizado do que o nosso. A gente teve que se submeter a essa coisa de cobrir celebridades, de falar com pessoas públicas, de ir a festas, etc, porque o nosso público exige isso”.

No programa para apresentar seu primeiro disco. Elegia da Alma, Cortez disse que preferiu produzi-lo independentemente. “Eu tinha uma demo preparada. As gravadoras ouviram e tinham muito interesse em lançá-lo, desde que houvesse alguma concessão da minha parte para o humor, de modo a tornar o CD comercial”, explicou.

Cortez ainda contou que é distante de Marcelo Tas – “vejo muitos defeitos no Marcelo. Mas o admiro muito e lamento não ter convívio com ele” – e que ser comediante no Brasil neste momento é ruim. “O pior momento é agora, no sentido que tantas pessoas estão tão caretas, tão conservadoras e tão chatas em cima do que os humoristas andam fazendo”, diz.

Fonte: Terra.

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